Guest Article: Diego Beck Veiga – A Sustentabilidade Como Modelo Mental

I was very happy to receive this article for Transition Consciousness today, as only yesterday I was watching a video by Ken Robinson, who also presents a video on creativity that Diego refers to at the end of this piece. In this article Diego discusses mental models in relation to sustainability, how our educational practices can embrace sustainability, and how this can contribute to new ways of thinking.

A Sustentabilidade Como Modelo Mental

Diego Beck Veiga, INEX Marketing

Costumo fazer um ‘exercício’ mental muito simples, que me permite identificar aquilo que considero com algum apelo sustentável: pensar no seu antagonismo direto. Muitas vezes me pego refletindo sobre determinada prática e penso que estou em frente a uma situação que considero INsustentável. Pois bem, me fica evidente que o caráter de manutenção da perenidade se faz preponderante para que possamos ter uma rápida e eficaz compreensão de que a prática em questão não considera sua própria manutenção no futuro, sem agredir alguma outra parte (seja ela a natureza, a comunidade, empresa, etc.). Por isso, gostaria de ter esse conceito (bastante simples) em mente para que possa evoluir em alguns exemplos e reflexões que tenho a respeito do tema. Desta forma, ‘fica a dica’: que nos apeguemos um pouco mais à epistemologia da palavra e menos ao significado que o mercado passou a dar, com vieses, em boa parte das situações, tendenciosos à atuação mercantil de diferentes partes interessadas.Sustentabilidade é um conceito muito mais abrangente e, portanto, importante que a limitada vinculação a questões somente ecológicas. Infelizmente, o ‘mercado’ de um modo geral tem permeado o assunto por diversas vezes de forma absolutamente superficial e limitada. Tenho me deparado muito com esta realidade.

Dito isto, gostaria de colocar uma reflexão sobre a aderência deste perfil de conceito a uma sociedade como a brasileira. Ora, se estamos falando de sustentabilidade como um conceito carregado de um significado como perenidade, estamos falando, intrinsecamente, de longo prazo. E é justamente aí que entra uma de minhas preocupações.

Sabidamente, o Brasil é um país que vem de uma cultura inflacionária, onde empresas e pessoas se rentabilizavam, em muitas ocasiões, mais pelo ‘trabalho do dinheiro’ do que pela geração de valor empresarial através de produtos e serviços. Isso, naturalmente, trouxe consigo uma cultura de pensar muito mais no imediato do que naquilo que vem um pouco mais à frente. Acontece que percebo que isso se alastrou mais do que no ambiente de negócios. Isso passa a ser parte da cultura de um povo que, por educação/ensino (inclusive dentro de casa), tem dificuldades de pensar no futuro além das suas necessidades imediatas (que dirá de sua geração).

Alguns perguntarão: mas e isso não está mudando gradativamente? NÃO SEI. Explico o porquê.

A princípio, entendia de que este modelo mental de imediatismo seria uma questão de tempo, que alteraria à medida que o país evoluísse como um todo, a estabilidade passasse a fazer parte do nosso cotidiano, etc. Entretanto, tenho me deparado com artigos, palestras, livros, etc. analisando e trazendo informações sobre a chamada geração Y (da qual inclusive faço parte). Embora seja uma categorização e que, certamente, existem exceções em todo o tipo de perfil rotulado (como esse), tais estudos se concentram na grande maioria das pessoas de determinada geração. Pois bem. Basta que você faça uma busca rápida sobre características destas faixas etárias e encontrará questões como alta ansiedade, busca pelo sucesso rápido, impaciência em seguir alguns caminhos naturais para o êxito profissional, entre outras. Muitas destas características trazem intrinsecamente o significado do imediatismo nas relações e resultados alcançados por este público.

Paradoxalmente, vejo ainda um discurso importado, muito lindo, mas uma prática ainda muito distante das pessoas no que diz respeito ao real pensamento de longo prazo e, por conseqüência, respeito ao outro, às próximas gerações, etc.

Por tudo isto, fico então me perguntando se já atingimos (ou pior), se estamos no caminho de uma real alteração de modelo mental que possa representar uma autenticidade na maneira de pensar as coisas de forma sustentável. Se pensar sobre este viés, não vejo como tal transformação não passar pela educação. Educação esta que irá afetar, não somente o dia-dia das gerações que estão por vir, mas também a forma como tais gerações entrarão na vida adulta buscando um espaço profissional, seja em alguma empresa ou empreendendo alguma proposta que tenha em seu gênese e essência a sustentabilidade (não necessariamente esta de que tanto se fala por aí, mas aquela que possa trazer frutos para esta geração e para as próximas sem degenerar exponencialmente o valor de outras partes). É por estas e outras que acredito ser necessário sempre aquele processo adaptativo na hora de trazer um conceito criado, difundido e amplamente explorado em países com uma cultura bastante diferente da nossa.

Para concluir, deixo um vídeo que trata de criatividade e ensino, mas que, a meu ver, tem absolutamente tudo a ver com sustentabilidade, uma vez que traz uma ampla reflexão sobre o tipo de modelo mental que estamos desenvolvendo através do sistema de ensino que o ‘homem’ resolveu adotar como padrão:

Diego Veiga é administrador, sócio-diretor e co-fundador da INEX marketing, empresa de planejamento e assessoria estratégica, mercadológica e de gestão. Participa ativamente de projetos de planejamento estratégico para empresas dos mais variados setores, como construção civil, tecnologia da informação, serviços jurídicos, saúde, mercado financeiro, etc. há mais de 10 anos. Participa ainda de núcleo de influenciadores e cool hunters em projetos de inovação para marcas nacionais e globais.

My Twitter: www.twitter.com/dbv99

Twitter INEX: www.twitter.com/inexmarketing

Facebook INEX: www.facebook.com/pages/INEX-marketing

It is interesting how Ken talks about how our educational system educates the creativity out of children, as opposed to children being taught how to be creative.

What these things have in common is that kids will take a chance. If they don’t know, they’ll have a go. Am I right? They’re not frightened of being wrong. Now, I don’t mean to say that being wrong is the same thing as being creative. What we do know is, if you’re not prepared to be wrong, you’ll never come up with anything original. If you’re not prepared to be wrong. And by the time they get to be adults, most kids have lost that capacity. They have become frightened of being wrong. And we run our companies like this, by the way. We stigmatize mistakes. And we’re now running national education systems where mistakes are the worst thing you can make. And the result is that we are educating people out of their creative capacities. Picasso once said this. He said that all children are born artists. The problem is to remain an artist as we grow up. I believe this passionately, that we don’t grow into creativity, we grow out of it. Or rather, we get educated out if it. So why is this?

http://www.ted.com/talks/ken_robinson_says_schools_kill_creativity.html

2 responses to “Guest Article: Diego Beck Veiga – A Sustentabilidade Como Modelo Mental

  1. Ótima reflexão, Diego. Como educadora tenho que, infelizmente, concordar com Ken Robinson… nosso modelo educacional acaba com a criatividade, compartimentaliza o conhecimento, dificultando ao máximo que nossos alunos consigam perceber relações, causa/efeito, interdependência… nós não ensinamos nossos alunos a pensarem sistematicamente e, com algumas raras e ótimas exceções, pouco fazemos para contrapor a colaboração à competição, o ser ao ter, o processo ao resultado…

  2. perfeito Denise! Concordo integralmente com você. Vejo este reflexo frequentemente no mercado de trabalho. É uma pena, já que o brasileiro, por questões culturais, já possui uma flexibilidade e impar. Já pensou o que seria se houvesse uma metodologia direcionada?

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