Guest Article: Maria Auxiliadora – Felicidade no trabalho é possível?

This article is by Maria Auxilidaora, Director of Education at Symnetics, Brazil, and editor of Transition Happiness. It is interesting as she discusses mental models, and how the change to new paradigms, even ones relating to happiness, can be deeply uncomfortable for some people.

De forma a promover um debate aberto sobre a possibilidade de as pessoas serem felizes nas organizações, tenho realizado inúmeras palestras e as reflexões que surgem têm sido de elevado valor para o estudo desse tema emergente. Durante os primeiros instantes em que começo a apresentar o conceito de felicidade nas organizações, algumas dúvidas e incômodos surgem, tais como:

Choque de paradigmas: um ponto que sempre causa incômodo em alguns dos participantes diz respeito a exatamente a possibilidade de sermos felizes no trabalho. Em palestra recente, um jovem na plateia me perguntou se ao sermos felizes no trabalho poderia representar uma queda de produtividade. Esse comentário nos leva exatamente a pensar no choque de paradigmas e modelos mentais que estamos vivendo atualmente entre os princípios conhecidos da economia industrial baseada na hierarquia, ordem e controle, de caráter taylorista, para uma economia do conhecimento em que a inovação pode vir de qualquer ponto do sistema e a criatividade se torna uma das chaves para o sucesso das organizações.

Visão hierárquica do trabalho

Visão do trabalho em rede

Na economia do conhecimento em que as pessoas fazem a diferença, a produtividade advém da capacidade de essas pessoas estarem envolvidas, comprometidas e entusiasmadas com o trabalho, pois, somente assim a criatividade e a inovação podem ter lugar. Ou seja, pessoas felizes são mais produtivas na economia do conhecimento.

Efetividade dos indicadores de felicidade: outro incômodo que frequentemente aparece diz respeito aos indicadores de felicidade, pois, parece que se trata de tentar medir algo totalmente intangível, pessoal, e que, portanto, não pode ser mensurado. À parte qualquer crítica aos indicadores, o interessante nessas medidas é que nos fazem pensar em multicritérios para avaliarmos o progresso de uma nação ou de uma organização. Se somente tivermos indicadores que nos mostram o desempenho econômico-financeiro e produtivo, em suas muitas formas, poderemos estar perdendo outros importantes aspectos que medem prosperidade, como capacidade de priorizar as tarefas e o tempo, o resultado do aprendizado individual e coletivo, o valor da história da organização, etc.

Quando avançamos no debate algumas constatações e questionamentos interessantes começam a surgir: nossas escolas estão preparando as pessoas para um mundo mais criativo e feliz?; os valores que realmente fazem a vida valer à pena, como amizade, verdade, amor, paz, companheirismo, confiança e alegria, tão essenciais para uma sociedade aberta, dinâmica e flexível, que pretende ser criativa e inovadora, estão sendo disseminados em nossas escolas e universidades?; somos mais felizes hoje?

Tratam-se de questões do Homem Contemporâneo que precisam ser respondidas por todos e cada um de nós. Mais do que nunca, nesse momento de contradições e mudanças, abre-se diante de nós uma janela de oportunidade para questionarmos nosso estilo de vida e nossa forma de interagir com o mundo e com as demais pessoas. Vamos fazer valer esse momento tão rico de transformação pessoal e coletiva e dialogarmos mais a respeito desse tema.

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